Piratas do Caribe 2 - O Baú da Morte

 

Será que todo pirata tem perna de pau, o olho de vidro e a cara de mal? Bem, se depender da imaginação fértil dos produtores da Disney, os piratas tem tudo isso e muito mais. Querem uma prova? É só assistir "Piratas do Caribe 2 - O Baú da morte", que está em cartaz no Brasil, e traz os heróis e anti-heróis do primeiro "Piratas do Caribe" se juntando a uma nova e divertida galeria de personagens em uma aventura ainda mais agitada do que o primeiro filme.

Nesta nova odisséia, a bela Elizabeth Swann (Keira Knightley) está de casamento marcado com o jovem William Turner (Orlando Bloom). Entretanto, os guardas da Companhia das Indias Orientais prendem ela e seu futuro marido às vesperas do casamento e propõem um trato com Turner: ele e Elizabeth serão liberados da acusação se trouxerem ao seu poder a bússola usada pelo pirata Jack Sparrow (Jhonny Deep, hilário no papel que já lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator, em 2004) que pode indicar o caminho para que uma peça muita poderosa seja encontrada. Como se já não bastasse tudo isso, Wiliam acaba por se misturar nos problemas do próprio Jack Sparrow, que se envolveu em mais uma confusão

Dessa vez, ele tem uma grande dívida a acertar com o lendário e temido pirata Davy Jones (Bill Nighy, usando um figurino e maquiagem montados com efeitos digitais), que comanda uma gangue de piratas do fundo do mar e tem o poder de controlar o terrível monstro Kraken, capaz de destruir um navio inteiro em alguns minutos.

Como os personagens vão se safar de tanta confusão? Só vendo e se deliciando com todas as confusões e aventuras desses heróis que vão desde fugas e lutas extraordinárias até momentos de tensão e muitas reviravoltas, tudo isso proporcionado pela direção segura e criativa de Gore Verbinski (que dirigiu o "O Chamado"), pela ótima trilha sonora do já consagrado Hans Zimmer e pelo interessante roteiro da dupla Ted Eliot e Terry Rossio.

Isso sem contar que toda produção funciona sob o comando do renomado e competente produtor Jerry Bruckheimer, que sabe trabalhar muito bem com suas equipes em filmes de aventura, usando sempre excelentes efeitos especiais sem estragar o filme visualmente e montando as cenas de forma que não transforme tudo muito mais artificial do que já é, como acontece em alguns filmes de aventura e ação da atualidade.

Vale ressaltar (para que ninguém saia chateado ou decepcionado dos cinemas) que a franquia "Piratas do Caribe" é uma trilogia, sendo que as partes 2 e 3 foram gravadas juntas, como um único filme e depois separadas, isto é, a aventura não acaba completamente nesse segundo filme.

 

O término da trilogia se dará daqui a um ano, quando "Piratas do Caribe 3" deve estrear nos cinemas e trazer mais uma vez entretenimento e diversão de primeira qualidade.

Superman - O Retorno

Superman – O Retorno finalmente estréia nos cinemas. A produção, de 250 milhões de dólares, quase não saiu do papel, tanto que por dez anos passou pelas mãos de vários diretores e teve astros como Nicolas Cage e Brendan Fraser cotados para interpretar o super-herói. Finalmente, o filme ganhou as telas sob o comando de Bryan Singer, o diretor dos dois primeiros X-Men, que optou pela escolha de um ator estreante (Brandon Routh).

Talentoso como sempre, Singer entrega um filme eficiente, embora longo - são 2h34 min. As cenas de ação e os “superpoderes” são convincentes, o roteiro não perde o pique e ainda há espaço para uma paixão proibida – motivos de sobra para que o filme venha fazendo bonito na bilheteria norte-americana. Ao contrário de “Batman Begins”, onde a história do homem-morcego foi reiniciada do zero, esta fita realmente é uma seqüência, com os fatos se encaixando logo após os eventos de Superman 2 (dirigido em 1980 por Richard Donner – filme este que deu espaço para outras duas seqüências, com as tramas não consideradas aqui).

Em Superman – O Retorno, o herói volta para a Terra após ter passado cinco anos em busca das ruínas de seu próprio planeta, Krypta. Frustrado pelo esforço em vão, e sob o disfarce de Clark Kent, ele recupera o emprego de repórter no jornal “Planeta Diário”, naturalmente para continuar trabalhando ao lado de Lois Lane (Kate Bosworth, de A Onda dos Sonhos). Entretanto, neste intervalo de tempo, a repórter frustrada pelo sumiço do

amado, conquistou um noivo dedicado (James Marsden, o Cyclope da série X-Men) e tem agora um filho. Conseguirá o herói reconquistar seu espaço? Disposto a dar cara nova para a série, o diretor Bryan Singer optou por escalar um elenco bastante jovem para o filme. Certamente quem acompanhou os longas estrelados nos anos 70 e 80 por Christopher Reeve e Margot Kidder, esta no papel de Lois Lane, encarará a mudança com certo estranhamento: é como se o tempo de Superman longe da Terra tivesse efeito inverso, pois os personagens, ao invés de envelhecer, ficaram muito mais moços.

A exceção é a presença de Kevin Spacey, escolhido para o papel de Lex Luthor. O vilão, por sinal, é um dos pontos fracos da trama. Apesar de por em risco a vida de bilhões de pessoas, o plano diabólico do personagem peca pela falta de engenhosidade. Bem como seu intérprete, Luthor merecia uma participação mais inteligente.

Felizmente, falhas como esta postas de lado, ainda sobra muito com o que se divertir neste retorno do super-homem: a fita reserva inclusive bons momentos de humor. Repare na impagável passagem parodiando a famosa frase “é um pássaro? um avião?” que se tornou tão famosa quanto a série.

Além disso, Bryan Singer - mostrando talento para despertar a curiosidade do público – inseriu na história uma pequena novidade: um personagem que certamente fará bastante diferença na vida do super-herói nas seqüências por vir.

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