Anjos do Sol

Galera a origem de Anjos do Sol remonta ao fim da década de 1980, quando Rudi Lagemann, conhecido também pelo apelido Foguinho, atuava como assistente de direção com mais de vinte longas-metragens no currículo, trabalhando com cineastas como Ruy Guerra, Lauro Escorel e Carlos Diegues. Em busca de um tema para sua estréia na direção de longas, Rudi se deparou com uma reportagem publicada na revista Veja, que investigava a realidade do tráfico de bebês brasileiros para a Europa no final da década de 80. "Venho de uma geração muito contestadora, com um forte desejo de modificar a realidade", diz Rudi. "Sempre me interessei por um cinema voltado para temas sociais, para algo que incomode o espectador e o faça pensar. Esta opção estava clara desde o início do projeto".

À medida que Rudi fazia um levantamento dos textos disponíveis sobre o assunto, o tema do tráfico de mulheres, conduzidas à Europa para servir em regime de escravidão branca a redes internacionais de prostituição, passou a dominar sua pesquisa. Logo em seguida, o surgimento e a popularização da Internet atraí sua atenção para o tema da pedofilia e da prostituição infantil. Uma matéria em especial, publicada na imprensa em meados dos anos 90, surtiu um forte impacto: "Havia essa menina que vivia em uma cidade do interior de Pernambuco, cujo apelido era '50 centavos', porque era o preço pelo qual ela vendia seu corpo para sobreviiver. Foi ali que veio a idéia: "Esse é o filme. Quero contar a história dessa menina ".

Rudi contratou então uma historiadora, Adriana Cursino, para lhe auxiliar na condução da pesquisa, realizando um vasto levantamento de textos sobre o assunto em bibliotecas e arquivos, consultando jornais e publicações de ONGs dedicadas ao combate do trabalho infantil. Entre as muitas fontes consultadas,

uma delas se destacou: uma série de reportagens publicadas na Folha de S. Paulo, de autoria do jornalista Gilberto Dimenstein, que posteriormente seriam organizadas e publicadas no livro Meninas da Noite. "O livro fornecia dados importantes, e deu a idéia de que essa realidade não era exclusiva do litoral, das

cidades mais desenvolvidas", recorda Rudi. "Aquilo também acontecia na selva, no garimpo, no mundo sertanejo. Foi então que tive a idéia de contar a história dessa menina que atravessasse o Brasil, percorrendo as rotas de tráfico de meninas no país".

Foram nove anos de pesquisa, ao longo dos quais o projeto foi sofrendo uma série de modificações. "No início, escrevi um tratamento de cerca de 60 páginas, mas achei que não ia dar em nada. Tinha um tom meio policialesco, misturava um monte de coisas. Depois pensei em fazer um documentário, mas achei que isso

me impunha muitas restrições. Eu queria mostrar o rosto das meninas, e o documentário não me permitia fazer isso". Assistindo a documentários e filmes sobre o tema, Rudi se deparou com Iracema, Uma Transa Amazônica, clássico de Orlando Senna e Jorge Bodanzki, filme que apresenta uma mistura singular de

abordagem documental e ficção. "No contexto do cinema brasileiro, só tinha o Iracema sobre esse assunto. Revi o filme, e me chamou a atenção essa forma de misturar o documental com o real", diz Rudi. "Me interessava também trazer um outro elemento, um diálogo com o cinema de entretenimento. Era aquilo que se

falava então do Cidade de Deus, a expressão 'pipoca engajada'. O desafio de todo o trabalho de criação de Anjos do Sol está na busca do equilíbrio entre o cinema autoral e o cinema de entretenimento”.

Anjos do Sol fala sobre o mundo da prostituição infantil no Brasil, através da história de Maria – uma menina de doze anos de idade que é vendida pelos pais, e cruza o Brasil numa longa jornada, forçada a se prostituir para sobreviver enquanto busca um futuro melhor

Terror em Silent Hill

Galera Para o diretor Christophe Gans, o apelo em fazer o filme Terror em Silent Hill (Silent Hill) fica por conta do sobrenatural, da sua mistura de horror, ficção científica e elementos dramáticos, tudo isso sucumbindo às regras de qualquer outro no gênero. “Esta é uma clássica história Além da Imaginação (Twilight Zone), lidando com os sentimentos e com o sobrenatural,” diz Gans. “A história, envolvida em diferentes dimensões e conectada pelo fato de que todos estão sofrendo, fica entre a tradição do melodrama romanesco e da ficção científica surrealista. O que eu gosto é que Silent Hill é um lugar atual, mas que uma vez lá, você está condenado para sempre. Mas é claro, isto é absolutamente mitológico; afinal de contas não é uma história normal.”  Foi no set de filmagem do grande sucesso de Gans, Pacto dos Lobos (Brotherhood of the Wolf), falando com Samuel Hadida, o produtor do filme – e o homem por trás de Metropolitan FilmExport e sua divisão de produção, Davis Films – que surgiu a idéia de transformar o popular jogo de vídeo game Silent Hill em um longa-metragem. Pacto dos Lobos foi o segundo filme da dupla depois de Lágrimas de um Guerreiro e eles instantaneamente partiram para a possibilidade de criar um conto assustador usando a experiência cinemática sobre a idéia de uma cidade presa entre o céu e o inferno, encurralada por um terrível segredo.
“Terror em Silent Hill (Silent Hill) é um passo além do que você já viu em cinema,” prossegue Hadida. “O vídeo game é extraordinariamente popular porque cada jogador passa por uma experiência única enquanto joga. Este filme vai além da experiência, acrescentando dimensão e mitologia para um conceito já sensacional. Eu conheci Christophe quando estava apresentando um dos meus filmes, Uma Noite Alucinante (Evil Dead) em 1982 no Festival du Film Fantastique de Paris; ele estava lá com seu curta-metragem, “Silver Slime”. Durante os anos em que trabalhamos juntos, estávamos esperando para fazer o filme que seria uma homenagem ao gênero de horror. Terror em Silent Hill (Silent Hill) é esta homenagem.”Convencer os criadores do jogo, Konami, a passar para Gans e Hadida os direitos de fazer o filme não foi uma tarefa fácil, mas Hadida sabia que o risco visual estético e narrativo do jogo se encaixaria perfeitamente com o conhecimento enciclopédico de Gans. “É uma história de virada com enorme referência ao cinema de hoje porque os criadores japoneses foram influenciados pelos mestres dos filmes do gênero de horror” diz Hadida. “Christophe, já viu quase todos os filmes que já foram feitos, é a pessoa certa para referências no gênero.” A competição pelos direitos do jogo foi acirrada. Hadida e Gans descobriram que estavam competindo contra as maiores produtoras de Hollywood. O que fez a diferença, e foi a única coisa que fez a diferença, foi a visão de Christophe Gans, que ele converteu em uma gravação de trinta minutos para o criador do jogo, que em retorno, levou a fita para a diretoria da Konami. Gans levou o prêmio para casa porque para a Konami que ele era o único que entendia perfeitamente a essência do jogo. Ao mesmo tempo, a diferença de mídia era crucial para este entendimento. “Um game é um game, e um filme é um filme,” diz Gans. “Silent Hill tem a ver com mergulhar num mundo amedrontador. O que era importante na idéia de fazer um filme era trazer a história de pano de fundo para a frente. E nós queríamos fazer todos os personagens cinzas e ambíguos bastante multidimensionais.” O produtor Don Carmody juntou-se anteriormente com Samuel Hadida na franquia de sucesso Resident Evil, e ficou imediatamente interessado pelo que Terror em Silent Hill (Silent Hill) prometia: uma experiência cinematográfica “intelectualmente interessante, estimulante e definitivamente cinemática.”

VELOZES E FURIOSOS: DESAFIO EM TÓQUIO


Galerinha o primeiro filme levou para as telas o mundo underground dos carros envenenados americanos e das perigosas corridas nas ruas da “Cidade dos Anjos”. O segundo contou uma história de lavagem de dinheiro em Miami e homens apostando fortunas nos melhores corredores disponíveis. Agora, no mais recente filme dessa franquia sobre velocidade e adrenalina e que já acumulou mais de US$ 443 milhões em bilheteria no mundo todo, as mais novas e rápidas máquinas customizadas disputam corridas entre si em alguns dos trajetos mais perigosos do mundo — a cidade pós-moderna de Tóquio, no Japão. Mas, desta vez, os jovens mostram seus talentos numa nova forma de arte automotiva de dirigir: o drift, uma técnica japonesa que combina velocidade ousada com a habilidade de controlar uma máquina preparada para perder o controle.
Ao contemplarem a idéia de retornarem a este mundo de carros velozes e atitudes audaciosas, os realizadores de VELOZES E FURIOSOS: DESAFIO EM TÓQUIO sabiam que tinham que manter a característica singular da franquia: pessoas mal-compreendidas, à margem da sociedade, que são atraídas para o mundo de carros fantásticos — uma metáfora para a perda de controle num mundo insano. Para o produtor e dono da Original Film, Neal H. Moritz, produzir o terceiro filme dessa série extremamente popular garantiu aos fãs um olhar original sobre a cultura de corredores de rua que continua a atrair público no mundo inteiro. Neal H. Moritz observa: “Só faríamos outro filme se tivéssemos algo novo para contar, e quando apareceu a idéia de Tóquio — o berço de um novo estilo de corrida — percebi que havia chegado o momento. Quando vi as filmagens dessas corridas, logo me interessei. Você entra numa espécie de transe ao observar esse caos controlado, onde o importante é derrapar nas curvas, mas sem bater em nada. Você tem que conseguir tirar ‘finos’ dos cantos e dos objetos, contando com o vento, com o tempo e com os efeitos das derrapagens”. Para Neal H. Moritz, era fundamental manter a combinação de ação com o ritmo acelerado e carros superenvenenados que são a “assinatura” da franquia. Ele continua: “Os resultados falam por si próprios, e eu não podia estar mais feliz. Este novo capítulo da história, passado no cenário de uma contracultura sensual da cidade, onde as regras não mais se aplicam, precisava ser contado sob a direção de um jovem diretor que pudesse manter uma ação pulsante e com um novo elenco de personagens”. E esse homem era Justin Li. Lin sabia que tinha de ser fiel ao drifiting e ao espírito desse esporte, como conta: “O drift surgiu com um grupo de adolescentes da classe operária que morava nas montanhas do Japão e tinham que percorrer estradas, onde venta muito, para chegarem à cidade. Eles foram elaborando formas mais rápidas de chegarem lá embaixo. Não tem nada a ver com apertar botões e afundar pedais, mas em conhecer o seu carro melhor que o cara que o construiu. É uma espécie de surfe, onde você tem que controlar seu carro em curvas fechadíssimas desafiando as leis da Física. A endorfina liberada nas veias dos aficionados logo passou a ter como cenário as ruas locais e esse novo estilo de dirigir foi exportado e germinou por todos os Estados Unidos e Europa. É muito perigoso, mas resulta num visual hipnotizador! Apaixonei-me no instante em que vi”. O Produtor Neal H. Moritz acrescenta: “Uma das tradições de VELOZES E FURIOSOS é introduzir novos grandes atores na série. E a idéia de um cara se sentir deslocado onde quer que vá dava uma boa história. Levamos Sean para Tóquio para mostrá-lo como um peixe totalmente fora d’água que acaba encontrando sua identidade nesse mundo underground. E o ator de 23 anos Lucas Black se encaixou perfeitamente ao perfil do nosso personagem”. O Diretor Justin Lin observa: “Lucas agora realmente sabe fazer drifting. Ele e o ator japonês Brian Tee, que interpreta D.K. (Drift King, ou Rei do Drift), praticaram um dia inteiro e foram capazes de irem para a pista sem se preocuparem de terem que trocar os pneus a cada 20 minutos”. Bow Wow, ator de 19 anos e também uma das maiores sensações musicais da história americana entre os adolescentes, fala de seu personagem: “Adorei fazer o Twinkie. Ele é muito inteligente e sempre divertido; seja reunido com a galera no famoso point de adolescentes em Harajuku, seja azarando as garotas na boate, ou curtindo com os amigos. Ele está sempre pensando em suas negociações, e sabe bem o que está fazendo”. Membros do elenco e da equipe de produção tiveram aulas de japonês, incluindo muitas gírias adolescentes e do universo do drift, e participaram de treinos com as mãos em volantes de carro de US$ 50 mil, embora em ambiente controlado de uma pista de corrida ao sul da Califórnia. Lá foi possível dar algumas voltas com o corredor Rhys Millen, atual campeão americano de Fórmula Drift, e com o dublê Tanner Foust. O ator Lucas Black lembra: “Quando nos levaram para a pista pela primeira vez e mostraram como fazer drifting, foi demais! Fiquei imediatamente viciado. Mas admito que me sentia mais à vontade no banco do motorista do que no do carona”. Seu colega Brian Tee acrescenta: “Sou louco por adrenalina e quando me deram as chaves do Z (o 02 Nissan Fairlady 350Z) e disseram ‘queime toda a borracha que quiser’, só parei quando, literalmente, me arrancaram de lá”.

Os cineastas quiseram ousar quando chegou a vez de “escalar” os carros, e se utilizando do velho método de convocação, foram agraciados com um número recorde de orgulhosos proprietários que se apresentaram com a nova geração de carros customizados, singulares e surpreendentes. Quase 250 veículos foram usados em todas as filmagens nos Estados Unidos e no Japão. O Mitsubishi Evolution 9 vermelho, universalmente conhecido como EVO, foi convertido para o drift, numa cortesia da Millen e de sua equipe de mecânicos, que ajudaram a modificar vários carros de acordo com as necessidades das seqüências. Nenhum outro carro define seu dono melhor que o Veilside Mazda RX-7 94 laranja e preto dirigido por Han, o “patrocinador” do ingênuo Sean. Todo customizado pela Veilside, uma das principais lojas japonesas do ramo, o automóvel, junto com seus cinco clones idênticos, permitiram um olhar mais sofisticado nos carros de alta-performance do filme.

Filmes e parques da Disney fazem lucro da empresa crescer 39%

Galera a Walt Disney registrou um aumento de 39% de seu lucro durante o segundo trimestre de 2006, saltando de US$ 811 milhões (alcançado no mesmo período do ano passado) para US$ 1,1 bilhão. O excelente desempenho foi impulsionado pelo sucesso do longa-metragem de animação “Carros’’, pelas vendas do DVD de “As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa’’, além de resultados obtidos em outros segmentos da companhia, como os parques temáticos e os produtos licenciados”“. O blockbuster “Piratas do Caribe – O Baú da Morte’’, que quebrou vários recordes, também ajudou com as vendas de ingresso antecipado pela internet e vendas de merchandise – apesar de ter sido lançado depois do período”.

Click

Galerinha O que você faria se pudesse controlar toda a sua vida ao click de um único botão? Esta é a idéia deste criativo roteiro que surgiu de uma situação engraçada. Cansado de discutir com a namorada, o roteirista Steve Koren pegou o controle remoto, apontou em sua direção e apertou o botão “mute”. Bem, segundo ele, não foi o fim da discussão, mas o início de um divertido roteiro.

Mesclando comédia com algumas pitadas de dramaticidade, bem light, Adam Sandler é Michael Newman, um arquiteto que vive para o trabalho. Casado com Donna (Kate Beckinsale) e pai de dois filhos, ele quase não encontra tempo para se divertir com a família. E sua vida começa a mudar quando certa noite, Michael ganha de Morty (o sempre carismático Christopher Walker), funcionário da loja Cama, Banho & Além, um controle remoto universal.

Com ele, Michael consegue controlar não apenas a TV, mas toda a sua vida. Descobre que pode abafar o som dos latidos do seu cachorro e até a voltar ou adiantar o tempo, poupando-se de situações chatas. Mas o que parece ser algo bom, tornar-se um pesadelo. Sem controle, o aparelho passa a programar as situações pelas quais Michael deve passar, e não o inverso.

Dirigido por Frank Coraci, parceiro de Sandler em “Afinados no Amor” e “O Rei da Água”, CLICK é um filme que flui com facilidade e consegue manter o ritmo. Como sessão pipoca é um bom divertimento.

ZUZU ANGEL

Galera dirigido por Sérgio Rezende, o longa-metragem Zuzu Angel é mais uma homenagem à memória da estilista que, após conquistar as passarelas do mundo todo no começo da década de 70, mergulhou no drama de ter seu filho desaparecido nas celas dos militares durante a ditadura. Envolvido com a guerrilha que combatia o sistema, Stuart Angel foi preso em 14 de maio de 1971 pelos agentes do Centro de Informação da Aeronáutica. Enquanto o nome de Zuzu Angel tornava-se sinônimo de moda brasileira, pelo menos aos olhos “gringos”, seu filho – vivido por Daniel de Oliveira (Cazuza – O Tempo Não Pára) – envolve-se cada vez mais nos movimentos estudantis contra a ditadura. Os cartazes empunhados em passeatas logo foram substituídos por armas e, assim como a esposa Sônia (Leandra Leal), não conseguiu escapar das cruéis mãos do governo militar e totalitário da época.

Patrícia Pillar encarna a personagem-título deste longa-metragem, sendo o grande destaque. O filme, cuja carga dramática é conduzida de forma a lembrar em muitos momentos a linguagem televisiva, é um retrato de uma época ainda obscura, mas que rende bastante ao cinema brasileiro. Apesar de ser cinematograficamente pobre, Zuzu Angel conta com momentos dignos, principalmente os relacionados à atuação de Patrícia Pillar como a estilista. A atriz consegue passar ao espectador de forma clara e emocionante o drama vivido pela personagem que, no início do filme, começa a ter reconhecimento profissional – coisa rara para uma mulher naquela época – não somente no Brasil, mas internacionalmente também. Essa passagem, de mulher bem-sucedida à mãe desesperada, acontece de forma sutil e emocionante ao longo da produção graças à performance de Patrícia, aliada à parte estética construída para trabalhar a favor da trama. Os figurinos são baseados nas criações da própria Zuzu Angel, que sempre imprimiu em seu trabalho os momentos de angústia vividos após o desaparecimento do filho, cuja morte, ou mesmo a presença nas instalações militares, nunca foi oficialmente comunicada. Essa angústia da protagonista, que deseja apenas enterrar o corpo do próprio filho, é o que há de mais dramático na vida de uma mãe e é sobre essa premissa que o drama de Zuzu Angel se apóia.

Mais do que ser um retrato de época, Zuzu Angel é o retrato de uma brasileira que, como tantos cidadãos, batalhou pelo que achava ser certo. E morreu tentando. Em 14 de abril de 1976, seu corpo foi encontrado na saída do Túnel Dois Irmãos na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro. A causa de sua morte foi dada como “acidental”, sendo reconhecida como assassinato somente nos anos 90.

Jackie Chan e Jet Li juntos em filme de ação

Galera os dois maiores astros de filme de ação, Jackie Chan e Jet Li irão estrelar um filme juntos.

Os dois astros chineses adoraram a idéia e estão aguardando a aprovação do filme, e o único problema no momento é o roteiro. "Necessitamos de uma história que eu e ele possamos falar 'Uau'. Se tudo der certo, começaremos a filmar em março ou abril em Shangai", completou.

Chan está atualmente filmando 'A Hora do Rush 3'. O lançamento está previsto para a metade de 2007

SENTINELA

Galera os bastidores da Casa Branca – lar dos presidentes norte-americanos - já renderam muitos filmes a Hollywood. Especialmente em se tratando do corpo de seguranças que protege uma das pessoas mais visadas do planeta. Assim como Perigo Real e Imediato (1992), entre tantos outros, Sentinela foca a luta dos seguranças pela proteção do presidente dos EUA.

A trama é focada no segurança Pete Garrison (Michael Douglas) que, depois de ter salvado a vida do presidente Richard Nixon nos anos 80, segue trabalhando na Casa Branca, agora sendo responsável pela proteção da primeira-dama (Kim Basinger). Por meio de um antigo informante, ele fica sabendo que pode existir alguém dentro de sua equipe que, junto a terroristas russos, planeja um atentado contra o presidente Ballentine (David Rasche). Mas, quando ele mesmo começa a ser envolvido no mistério, deve provar sua inocência antes que seja tarde demais. Especialmente junto ao agente David Breckinridge (Kiefer Sutherland), que, ao lado de sua nova assistente, a bela Jill Marin (Eva Longoria, do seriado Desperate Housewives), faz parte de um departamento que investiga possíveis ameaças à vida do presidente.

Sentinela é um filme que enfoca estritamente os bastidores da Casa Branca. Tanto que o presidente dos EUA tem menos destaque do que sua esposa, até. A câmera é tremida, observando algumas ações de longe, como se o próprio espectador tivesse o mesmo ponto de vista de um segurança. A forma como o diretor Clark Johnson (S.W.A.T.) conduz a ação é convincente, bem mais do que assistir a um Michael Douglas cheio de vigor físico após ter ultrapassado os 60 anos.

A trama, confusa e repleta de lugares-comuns, também não é das melhores, mas o filme acaba saindo melhor do que a encomenda por prender a atenção do espectador até o fim. A dinâmica entre os dois protagonistas, Michael Douglas e Kiefer Sutherland, é atraente e a presença de Sutherland deve atrair, também, os fãs do seriado 24 Horas. Como um suspense de ação sem pretensão alguma, galerinha sentinela funciona, mas não oferece mais do que um pouco de diversão.

Novidades sobre 'A Lenda do Tesouro Perdido 2'

Galera Depois de arrecadar US$ 318 milhões, o triplo do investido no primeiro filme, já era garantida a continuações de 'A Lenda do Tesouro Perdido'. O diretor do primeiro, Jon Turteltaub, já confirmou que estará á bordo na direção. O diretor contou ao LA Daily News que começa a filmar no início de 2007. A pré-produção está prestes a começar. Segundo o diretor, aventura vai se passar em vários lugares excitantes dos Estados Unidos e também em outros locais do mundo. “Como no primeiro filme, a história fica mudando, portanto, temo me comprometer com qualquer coisa, mas eu não ficaria surpreso se o Monte Rushmore fizer uma aparição” completou, descartando a possibilidade que vinha sendo especulada de que a trama se passaria na China. Nicolas Cage está super empolgado com a produção, e já confirmou seu retorno. Justin Bartha, Diane Kruger, Jon Voight e Harvey Keitel também estão confirmados.

VIAGEM MALDITA

 

Galera gostaria de saber se há alguma regra entre os diretores de terror na qual diz que basta muito sangue e violência para resultar um bom longa-metragem do gênero. Viagem Maldita usou esta regra e fracassou. Bons sustos e boas mortes, isso é tudo que tem a oferecer, decepcionando o público que espera pela produção de Wes Craven, responsável por títulos como a trilogia Pânico e o clássico A Hora do Pesadelo. O diretor Alexandre Aja (Alta Tensão) tinha um bom argumento nas mãos, porém esqueceu de desenvolver um bom roteiro.

O longa-metragem conta a história da família Carter que sai de férias para comemorar o aniversário de casamento dos pais. No meio da viagem, eles param em um posto de gasolina no meio do nada, onde o frentista indica um atalho para seguirem sua viagem. Em uma estrada totalmente deserta, o carro quebra após passar por uma armadilha. Sem saber o que os aguarda, Big Bob (Ted Levine), a confiante figura paterna, sai em busca de ajuda, enquanto sua família aguarda tranqüilamente. Bobby (Dan Byrd) é o caçula, porém o primeiro a perceber que estão sendo vigiados e algo aterrorizante está preste a acontecer. Evidentemente, ninguém acredita nele.

Viagem Maldita é refilmagem de Quadrilha de Sádicos, de 1977, dirigido pelo próprio Wes Craven. Naquela época, assassinar uma família em férias, com o carro sabotado no deserto, poderia ser novidade, porém hoje é um dos maiores clichês entre os filmes de terror, talvez perdendo apenas para o tipo “adolescente desamparada e solitária”.

O filme faz uma crítica aos testes nucleares e, principalmente, às graves conseqüências de sua irregular utilização, mas o resultado é uma verdadeira “bomba atômica”. As criaturas das montanhas sofreram mutações genéticas causadas pelos testes e carregam como seqüela as piores anomalias que um ser humano pode imaginar. Apesar de Viagem Maldita ter criaturas que se assemelham fisicamente ao Sloth - clássico personagem do filme Os Goonies –, o longa compensa algumas falhas por meio de efeitos visuais, principalmente utilizados na maquiagem dos seres cruéis e nas mortes violentas.

Buscando se aproximar da linguagem e sucesso de O Massacre da Serra Elétrica, que conseguiu surpreender a todos com sua refilmagem de 2003, Viagem Maldita resulta num festival de acontecimentos previsíveis com um roteiro superficial, amparado visualmente em efeitos especiais. Mesmo assim, uma curiosidade mórbida o prenderá até o fim, criando uma tensão em torno da resolução do filme. Mas, infelizmente, nada se explica no enredo, a história fica solta para o público tirar sua própria conclusão. Talvez o mais decepcionante seja ter ficado um espaço aberto para futuras continuações.

George Clooney no elenco de 'Cemitério Maldito'

Galera o site Bloody Disgusting informou que o ator George Clooney pode participar do remake de 'Cemitério Maldito, clássico de terror de 1989, baseado no livro de Stephen King. Segundo o site, Clooney já está confirmado na refilmagem. Dave Kajganich foi contratado pela Paramount Pictures para escrever o roteiro. Em 'Cemitério Maldito', uma família se muda para uma pequena cidade do estado norte-americano do Maine e encontra um cemitério de animais próximo de um misterioso sepulcro indígena. Não demora para que coisas estranhas comecem a acontecer e o pai da família descubra que não se deve mexer com forças além da compreensão humana.

As filmagens devem começar ainda em 2006

Piratas do Caribe 2 - O Baú da Morte

 

Será que todo pirata tem perna de pau, o olho de vidro e a cara de mal? Bem, se depender da imaginação fértil dos produtores da Disney, os piratas tem tudo isso e muito mais. Querem uma prova? É só assistir "Piratas do Caribe 2 - O Baú da morte", que está em cartaz no Brasil, e traz os heróis e anti-heróis do primeiro "Piratas do Caribe" se juntando a uma nova e divertida galeria de personagens em uma aventura ainda mais agitada do que o primeiro filme.

Nesta nova odisséia, a bela Elizabeth Swann (Keira Knightley) está de casamento marcado com o jovem William Turner (Orlando Bloom). Entretanto, os guardas da Companhia das Indias Orientais prendem ela e seu futuro marido às vesperas do casamento e propõem um trato com Turner: ele e Elizabeth serão liberados da acusação se trouxerem ao seu poder a bússola usada pelo pirata Jack Sparrow (Jhonny Deep, hilário no papel que já lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator, em 2004) que pode indicar o caminho para que uma peça muita poderosa seja encontrada. Como se já não bastasse tudo isso, Wiliam acaba por se misturar nos problemas do próprio Jack Sparrow, que se envolveu em mais uma confusão

Dessa vez, ele tem uma grande dívida a acertar com o lendário e temido pirata Davy Jones (Bill Nighy, usando um figurino e maquiagem montados com efeitos digitais), que comanda uma gangue de piratas do fundo do mar e tem o poder de controlar o terrível monstro Kraken, capaz de destruir um navio inteiro em alguns minutos.

Como os personagens vão se safar de tanta confusão? Só vendo e se deliciando com todas as confusões e aventuras desses heróis que vão desde fugas e lutas extraordinárias até momentos de tensão e muitas reviravoltas, tudo isso proporcionado pela direção segura e criativa de Gore Verbinski (que dirigiu o "O Chamado"), pela ótima trilha sonora do já consagrado Hans Zimmer e pelo interessante roteiro da dupla Ted Eliot e Terry Rossio.

Isso sem contar que toda produção funciona sob o comando do renomado e competente produtor Jerry Bruckheimer, que sabe trabalhar muito bem com suas equipes em filmes de aventura, usando sempre excelentes efeitos especiais sem estragar o filme visualmente e montando as cenas de forma que não transforme tudo muito mais artificial do que já é, como acontece em alguns filmes de aventura e ação da atualidade.

Vale ressaltar (para que ninguém saia chateado ou decepcionado dos cinemas) que a franquia "Piratas do Caribe" é uma trilogia, sendo que as partes 2 e 3 foram gravadas juntas, como um único filme e depois separadas, isto é, a aventura não acaba completamente nesse segundo filme.

 

O término da trilogia se dará daqui a um ano, quando "Piratas do Caribe 3" deve estrear nos cinemas e trazer mais uma vez entretenimento e diversão de primeira qualidade.

Superman - O Retorno

Superman – O Retorno finalmente estréia nos cinemas. A produção, de 250 milhões de dólares, quase não saiu do papel, tanto que por dez anos passou pelas mãos de vários diretores e teve astros como Nicolas Cage e Brendan Fraser cotados para interpretar o super-herói. Finalmente, o filme ganhou as telas sob o comando de Bryan Singer, o diretor dos dois primeiros X-Men, que optou pela escolha de um ator estreante (Brandon Routh).

Talentoso como sempre, Singer entrega um filme eficiente, embora longo - são 2h34 min. As cenas de ação e os “superpoderes” são convincentes, o roteiro não perde o pique e ainda há espaço para uma paixão proibida – motivos de sobra para que o filme venha fazendo bonito na bilheteria norte-americana. Ao contrário de “Batman Begins”, onde a história do homem-morcego foi reiniciada do zero, esta fita realmente é uma seqüência, com os fatos se encaixando logo após os eventos de Superman 2 (dirigido em 1980 por Richard Donner – filme este que deu espaço para outras duas seqüências, com as tramas não consideradas aqui).

Em Superman – O Retorno, o herói volta para a Terra após ter passado cinco anos em busca das ruínas de seu próprio planeta, Krypta. Frustrado pelo esforço em vão, e sob o disfarce de Clark Kent, ele recupera o emprego de repórter no jornal “Planeta Diário”, naturalmente para continuar trabalhando ao lado de Lois Lane (Kate Bosworth, de A Onda dos Sonhos). Entretanto, neste intervalo de tempo, a repórter frustrada pelo sumiço do

amado, conquistou um noivo dedicado (James Marsden, o Cyclope da série X-Men) e tem agora um filho. Conseguirá o herói reconquistar seu espaço? Disposto a dar cara nova para a série, o diretor Bryan Singer optou por escalar um elenco bastante jovem para o filme. Certamente quem acompanhou os longas estrelados nos anos 70 e 80 por Christopher Reeve e Margot Kidder, esta no papel de Lois Lane, encarará a mudança com certo estranhamento: é como se o tempo de Superman longe da Terra tivesse efeito inverso, pois os personagens, ao invés de envelhecer, ficaram muito mais moços.

A exceção é a presença de Kevin Spacey, escolhido para o papel de Lex Luthor. O vilão, por sinal, é um dos pontos fracos da trama. Apesar de por em risco a vida de bilhões de pessoas, o plano diabólico do personagem peca pela falta de engenhosidade. Bem como seu intérprete, Luthor merecia uma participação mais inteligente.

Felizmente, falhas como esta postas de lado, ainda sobra muito com o que se divertir neste retorno do super-homem: a fita reserva inclusive bons momentos de humor. Repare na impagável passagem parodiando a famosa frase “é um pássaro? um avião?” que se tornou tão famosa quanto a série.

Além disso, Bryan Singer - mostrando talento para despertar a curiosidade do público – inseriu na história uma pequena novidade: um personagem que certamente fará bastante diferença na vida do super-herói nas seqüências por vir.

Vampiro Mestre volta aos cinemas com 'Drácula: Ano Um'

Galera Drácula finalmente irá retornar aos cinemas em grande estilo. Após trazer o sucesso clássico de 1931, Drácula, com Bela Lugosi, a Universal vai retomar um projeto sobre o Príncipe Vlad. A Universal Pictures comprou o roteiro dos estreantes Matt Sazama e Burk Sharpless chamado 'Dracula Year Zero' (Drácula: Ano Um), que remonta a origem do personagem como um herói falho, em uma trágica história de amor situada em uma era sombria de magia e guerra.

O filme está programado para um período em 2007 e 2008, e em breve será informado o elenco.

Premonição 3

Galera o diretor James Wong, responsável pelo primeiro filme, volta ao comando da franquia neste “Premonição 3, também como co-autor do roteiro. Mesmo sem poder contar com a ajuda do fator surpresa, esta seqüência tem o mérito de manter o ritmo e o suspense que garantiram o sucesso das duas produções anteriores.

A história começa com as festividades de um grupo de formandos em um parque de diversões. Como em todos os filmes da série, um engenhoso desastre – neste caso numa montanha-russa - irá interferir no destino de parte dos jovens, mas alguns deles conseguirão escapar vivos (pelo menos temporariamente) graças à premonição da estudante Wendy (Mary Elizabeth Winstead, de “O Chamado 2). A partir daí, o filme segue em ritmo acelerado, enquanto os jovens, agora perseguidos por uma espécie de ajuste de contas da morte, tentam escapar de novos acidentes.

Para inovar no suspense, os roteiristas decidiram incluir na história pistas das próximas mortes em uma série de fotos digitais que a protagonista tira do grupo no parque. As fotos digitais foram inseridas no roteiro para dar ao público a oportunidade de interpretar as pistas junto com os protagonistas e tentar descobrir quem será o próximo a morrer. À medida que vamos para uma nova seqüência, o público é armado com um punhado de pistas para que possa se envolver de uma forma que não era possível nos dois primeiros filmes.

A estratégia funciona em partes, já que alguns acidentes são por demais mirabolantes,

Impossibilitando que o público desempenhe a contento sua função “Sherlock Holmes”. Mas o conjunto da obra garante um bom entretenimento.

Detalhe: apesar de ser eficiente, o desastre na montanha-russa não é tão impressionante quanto o do avião e o do engavetamento na estrada, dos filmes anteriores. No final, um outro acidente de grandes proporções acontece, contrabalançando a favor desta seqüência.

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